Secretário e administrador regional em três governos — Joaquim Roriz, José Roberto Arruda (PL) e, atualmente, Ibaneis Rocha (MDB) — José Humberto (foto) foi filiado ao MDB e lançado pré-candidato a deputado federal em evento, na última quarta-feira (19), pelo próprio chefe do Executivo local, que é pré-candidato ao Senado Federal. Com vasta experiência no setor público e privado, o secretário de Governo do Distrito Federal será um dos nomes de frente do partido para alcançar ao menos duas vagas para o MDB na Câmara dos Deputados, onde atualmente a sigla tem uma cadeira com Rafael Prudente.
“Ninguém é candidato de si mesmo”
Acreditando na sua trajetória e no papel que vem desempenhando nos últimos seis anos no governo reeleito em primeiro turno de Ibaneis, o coordenador de projetos do Palácio do Buriti acredita que pode levar à frente um projeto político de grupo, que começou com sua adesão político-partidária, a partir de agora.
O senhor é um dos membros do governo há mais tempo no cargo, agora pré-candidato a deputado federal, o que o credencia a se lançar à disputa eleitoral?
Ninguém é candidato de si mesmo. Estamos organizando esse processo eleitoral para 2026 em que o comandante é o governador Ibaneis Rocha. E a decisão da posição de cada será definida por ele. Eu estou em Brasília há mais de 50 anos, sou empresário, já participei da administração pública em três governos, e sempre me coloquei a serviço deles. Tenho uma formação profissional de longa data, presidi entidades nacionais e internacionais, e tenho em Brasília meu compromisso com a cidade como empresário durante 37 anos no segmento supermercadista e empresarial. Fui administrador de Taguatinga, secretário de Governo na gestão [José Roberto] Arruda, e, agora, há seis anos, estou na Secretaria de Governo da gestão Ibaneis.
Como o senhor avalia sua participação nesse projeto?
Estamos sem dúvidas, de fato, em um governo exitoso, fazendo um trabalho que está repercutindo de maneira positiva, que não é trabalho apenas meu, mas de um grupo formado pelo governador Ibaneis. Por isso, ele viu em mim esse potencial para poder trabalhar essa candidatura, e eu também tomei a decisão, que foi pensada e analisada ao seu tempo e hora, e estou com ela amadurecida.
A sua filiação, assim como o apadrinhamento do seu nome, foi feito sob o olhar do governador Ibaneis Rocha. Como o senhor descreve sua relação pessoal e política com ele?
Assim como sempre tive com os demais: o governador [Joaquim] Roriz, Arruda e, agora, o governador Ibaneis. É uma relação de trabalho, respeito, de estar sempre à disposição do grupo político e caminhando no sentido de que os planos de governo, cada um ao seu tempo, sejam exitosos. Tenho uma relação sólida [com o governador]. Ele me chamou para ser vice[-governador], mas naquele momento não pude e, depois, me chamou para compor a equipe de governo e eu vim com todo prazer. Meus princípios são esses: de lealdade, determinação e de manter nossa posição de grupo sempre como ponto de partida para qualquer decisão.
O cidadão mais atento sabe quem é o senhor, mas ainda há parte da população que é mais distante da política. Como pretende se fazer mais conhecido?
A minha decisão é muito recente. Hoje, estou aqui como secretário de Governo e faço a coordenação dos projetos, das administrações regionais. Estou o tempo todo na rua, nos eventos, levando a mensagem do governo para a população. Como eu tive lojas de supermercado em quase todas as cidades, fui administrador regional, sou secretário pela segunda vez, coordeno as ações de governo, especialmente na área de infraestrutura.
Então o que posso dizer que tenho experiência e conhecimento de Brasília como poucas pessoas, nos seus detalhes e profundidades. Quando eu me apresentar como candidato para a população, aqueles que me conheceram naquele período, vão começar a se lembrar de mim.
São 57 anos de cidade, 37 anos de supermercado, como presidente de entidade, nos ambientes religiosos, esportivos. A população de Brasília cresceu muito, se desenvolveu, se renovou, mas, o certo é que algum recall deve ter desse período. Ao levar meu pedido de oportunidade, acredito que haverá
alguma ressonância.
Como estão suas expectativas, a partir daqui?
A filiação é o primeiro passo. Um passo natural, porque a candidatura somente se estabelece no momento certo e em grupo. Hoje estou feliz e extremamente motivado com o desafio a mim apresentado. Acho que temos a capacidade de tornar isso em um interesse do eleitor e da população.
O MDB com certeza terá outros nomes fortes. O senhor participará da composição da nominata?
Não participarei no sentido de opinar diretamente. Como eu disse, o governador tomou para si a organização das nominatas para deputado federal e o Wellington Luiz, nosso presidente [do MDB no DF], a para distritais. Será uma decisão que está na mão do governador, que é o nosso líder e saberá avaliar com clareza uma nominata que possa fortalecer de fato esse grupo que a gente formou, no sentido de eleger dois ou três federais. Esse é o pensamento dele: no primeiro momento com a minha filiação, segundo o governador, com o objetivo de fortalecer esse movimento. O Rafael Prudente tem todo o nosso respeito, é um puxador de votos. Não tenho nenhuma dúvida que ele será a pessoa que trará para nós uma luz muito grande para esses votos nas eleições.
O grupo político no entorno do governador Ibaneis Rocha tem como prioridade a eleição dele para senador. Há uma divisão, neste momento na direita do DF. Qual a sua visão desse cenário e das chances do Ibaneis?
Acredito que a posição do governador é absolutamente consolidada. Ainda neófito, em 2018, ele foi exitoso. Agora, foi reeleito no primeiro turno, faz um governo extraordinário, que é reconhecido pela população e é mais que natural que ele seja candidato ao Senado. Acho que ele está corretíssimo, está preparado, tem condições e o grupo vai trabalhar para esse objetivo, não apenas para ele, mas para eleger a sua sucessora [Celina Leão] governadora, eleger deputados federais e distritais, que também fazem parte do nosso grupo. Esse é um esforço coletivo e não somente individual.
O senhor já tem montada uma equipe para atrair apoios para sua candidatura?
Eu sou um gestor. Tenho uma estratégia na minha vida, que graças a Deus deu certo. Eu já tenho um pensamento. Tenho um pensamento claro da estratégia e um grupo que posso contar com ele.
Até abril de 2026, prazo limite para desincompatibilização, quais serão suas prioridades à frente da Secretaria de Governo e qual o legado que quer deixar para a cidade?
Estarei compromissado com a gestão. Continuarei com a gestão da maneira como a gente faz: com muita determinação. Vamos entregar, com o governador, para a população, tudo aquilo que foi prometido. Eu faço o controle para estimular as pessoas a cumprirem tudo aquilo que está programado no nosso plano de governo. Nossa equipe é extremamente competente, harmoniosa, comprometida, que trabalha sempre buscando convergência para atingir nosso objetivo, que é entregar uma Brasília muito melhor, cumprindo os desafios do governador. Esse é o trabalho que vou continuar fazendo.
E como ficará o trabalho político-partidário?
Essa questão política será fora do meu horário de trabalho do dia a dia. Meu gabinete continuará sendo a porta para a entrada dos projetos, atendendo a população, os gestores. Temos uma integração grande – muitas decisões saem do meu gabinete para a missão da qual eu fui escolhido para estar no governo. Pelo fato de estar acabando de me lançar pré-candidato a deputado federal e estar me filiando ao MDB, essa decisão de grupo será tratada dentro do tempo que eu terei fora das minhas obrigações de gestão, que é meu foco principal.
Fonte: Com informações do Jornal de Brasília
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